24.11.14

20.11.14

RANCOR, SELETISMO BARATO E MIMIMI NAS REDES SOCIAIS

Tenho uma página na internet há seus quase cinco anos e não faço a menor questão de compartilhar minhas vaidades, minha intimidade ou meus desprazeres. Acredito na vida “offline” e por vezes me arrependo de não ter escrito aquele status ou publicado aquela foto, pois, sempre priorizo o momento presente; quando chego a lembrar da filmadora: já passou.
Em contra-partida, vejo as pessoas se promovendo nas redes sociais aos gritos! Alguns jornalistas e/ou colegas de imprensa ou social fazem questão de não curtir para não “promover” a mim ou a outros como se estivesse num pedestal inatingível – daí fulana aparece no The Voice e comenta e compartilha com vontade como se fosse uma necessidade – de repente toda a pompa acaba num flash tão rápido como num clique. Tal clique tão banal.
Falo por mim: depois de anos curtindo apenas três páginas, ontem, saí curtindo algumas que a meu ver deveriam ser; e hoje o arrependimento foi amargo. Pra quem não sabe é um saco ficar “descurtindo”.
 
Não que eu não curta. Fico com o coração apertado de não curtir páginas de amigos, mas, quem me conhece sabe que tenho alguns tipos de toque: meu perfil tem que ser visualmente harmonioso ou caso contrário cancelo minha conta e ponto.
 
Minha mãe tem uma mini franquia física no meu residencial e agora é minha – ninguém sabe – não fico tirando fotos sequer compartilho na internet, afinal, é algo familiar. Somos reservados e temos – realmente – receio de certa exposição. Todo mundo tem. Apesar dos pesares gosto de me conectar! Acredito na vida e em suas vertentes; vejo no network uma ferramenta onde não se cabe melindres.
 
As pessoas precisam mais disto e menos rancor, seletismo barato, e mimimi. Não estou perdendo nada em absoluto quando uma vizinha, empresária ou colunista não me adiciona nas redes sociais, por outro lado, elas sim. Sou único.
 
Edição: Isa Bronwen